Este blogue é organizado pelo Clube de Escrita da Escola Básica 2,3 de Santana. Publica textos escritos por qualquer aluno desta escola. Podem ser poesias, histórias, reportagens, opiniões, etc.. Editará ainda textos de autores conhecidos escritos para crianças e jovens.

2006/02/21

Inês Caupers (6º C)

O Reino de Alfa

Eu e uma amiga minha tínhamos ido passar umas férias num cruzeiro.
Estava um dia lindo e nós estávamos na piscina quando passámos pela situação mais esquisita das nossas vidas. Estávamos a nadar na piscina quando ficou muito nevoeiro. Não se via nada até que se viram muitas luzes. Parecia que estávamos numa discoteca ou ainda pior. As pessoas estavam todas muito assustadas.
Trinta segundos depois disto, estava outra vez um dia lindo como estava antes de acontecer aquele estranho fenómeno. Estava tudo completamente normal e o capitão anunciou pelos altifalantes que aquilo tinha sido apenas uma pequena turbulência, que estava tudo bem e que as pessoas podiam retomar aquilo que estavam a fazer.
As pessoas já estavam calmas e já se tinham voltado para as suas distracções , mas eu e a minha amiga sabíamos que aquilo não tinha sido normal e saímos da piscina para nos secarmos. Pouco depois, começámos a ouvir uns barulhos estranhos na proa do barco e fomos ver. Quando lá chegamos não estava lá nada, mas continuavam a ouvir-se aqueles barulhinhos estranhos. Fomos olhar para o mar e começámos a pensar que íamos chegar ao final da viagem e ter de ir para o manicómio, porque devíamos estar a ficar completamente malucas.
oi então que percebemos que era real. Estávamos a ver quatro sereias a aproveitar as ondas que o barco fazia para darem espectaculares mortais no ar.
Depois olhamos em volta e o convés estava deserto. Mas também já eram horas de irmos jantar, por isso era normal que não houvesse lá ninguém. Voltámos a olhar para as sereias a dar os seus mortais quando vimos ao longe o que pareciam ser umas águias gigantescas. Mas à medida que elas se aproximavam, nós reparámos que estas águias não eram normais, a começar pelo tamanho gigantesco que possuíam. Estas estranhas aves tinham quatro patas.
Quando já estavam perto, nós percebemos que aqueles estranhos pássaros iam aterrar no barco. Eu e a minha amiga entrámos em pânico. Será que elas nos iam comer ou eram nossas amigas? Mas não deu tempo para fazer nada. Os pássaros já tinham aterrado e estavam a olhar para nós como quem nos queria atirar borda fora do barco.
Depois, ao que pareceu, o chefe do bando aproximou-se e disse com uma voz grave:
- Vocês são humanas, não são? Bom, é muito raro virem humanos ao reino de Alfa.
Eu e a minha amiga estávamos parvas. Então, aquelas águias esquisitas não só eram gigantescas e tinham quatro patas, como também falavam.
Quando ganhámos coragem para falar, perguntámos:
- Estamos num sítio diferente?
- Estão sim. Foram teletransportadas por engano para este reino, mas já que estão aqui, por que não sobem para as nossas costas e vêm dar uma volta? - perguntou o chefe deles.
Nós não queríamos acreditar, mas aceitámos com muito gosto a oferta deles. Montámos naqueles estranhos pássaros e levantámos vou. Aquilo era fantástico!
Víamos as sereias a dar os mortais e as águias a dar as mais impressionantes piruetas no ar. Até que avistámos terra. Estávamos na praia e rapidamente entrámos numa floresta e vimos um grande descampado. Lá vimos um acampamento de Sagitários, que são criaturas meio homem, meio cavalo. Mais à frente vimos uma manada de unicórnios.
De repente comecei a sentir um grande calor e uma grande dor nas costas e acordei. Estava deitada de costas no convés do cruzeiro com a minha amiga, ambas com um grande escaldão nas costas e com os nossos pais a dizerem que tinham estado muito preocupados porque tínhamos desaparecido.No dia seguinte, nós tínhamos a certeza de que aquilo não tinha sido apenas um sonho.

Catarina Gaboleiro (5º F)


O Comboio das Vinte Horas

Numa pequena cidade chamada Towel, em Inglaterra, havia um pequeno rapaz chamado Peter, com dez anos de idade. Tinha um irmão mais velho, Mark, com dezasseis anos, e vivia com o seu pai, pois os seus pais estavam divorciados. O seu pai era casado com o trabalho (era maquinista de comboio) e a sua mãe trabalhava numa pequena empresa.
No dia dos seus anos, Peter resolveu pedir ao seu pai e à sua mãe para estarem unidos naquele dia. À noite, Mark resolveu contar uma história assustadora ao seu irmão. Peter, curioso e um pouco assustado, começou a ouvir atentamente:
- Há alguns anos atrás, houve um acidente de comboio aqui perto, na linha 18. O comboio, que levava poucas pessoas, ficou desfeito e todas essas pessoas morreram. O maquinista chamava-se Tom Turner e tinha-se esquecido de pedir a um senhor para puxar a alavanca que desviava a linha. Um pequeno esquecimento causou a morte dessas pessoas… Diz-se agora que, no dia 20 de Fevereiro às oito da noite, o comboio passa por lá para apanhar os passageiros que estão perto da linha 18. Quando são apanhados nunca mais são vistos.
Peter ficou assustado com a história, pois todos os dias ia brincar para a linha 18. Prometeu a si mesmo ter mais cuidado quando fosse para lá brincar.
Na estação onde o seu pai trabalhava, Peter tinha arranjado um amigo chamado Mr. John. Ele ensinava-lhe inúmeras histórias e outras coisas mais, mas tudo sobre comboios. Peter perguntou a Mr. John se conhecia a lenda do comboio das vinte horas. Ele respondeu que a estação onde o pai dele trabalhava era a estação de onde o comboio tinha partido. O rapaz afirmou que no dia 20 de Fevereiro estaria lá, às oito da noite, à espera do comboio para comprovar a história do irmão.
Era princípio de Fevereiro. Peter estava ansiosíssimo, não dormia, chegava tarde a casa e não comia quase nada. Só olhava para o comboio que o seu pai lhe tinha dado.
Alguns dias depois, Mark, preocupado com o seu irmão, foi ao quarto dele. Peter, quando o viu entrar pela porta adentro, mandou-o embora. Mark bateu-lhe e Peter começou a chamar-lhe nomes e a discutir com ele. Quando terminaram a discussão, Mark saiu do quarto triste e ainda mais preocupado. Peter foi para a cama e começou a chorar inconsoladamente.
Chegou o dia 20 de Fevereiro. Peter estava pronto para enfrentar a linha 18. Nesse mesmo dia, Mark e o seu pai iriam chegar mais tarde a casa – e ele ficaria com Mr. John.
À noite esperou, esperou, mas Mr. John não vinha. Peter começou a ficar assustado. Pegou no telefone e ligou para a estação – mas estava desligado. Colocou o auscultador no seu lugar e foi para o seu quarto. Qual não foi a sua surpresa quando viu que o seu comboio tinha descarrilado! Colocou-o outra vez na linha e aconteceu a mesma coisa. Pegou no comboio, observou-o atentamente. Ficou imóvel – quando viu a figura de Mr. John sentada no comboio. Afirmou:
- Mr. … J-ohn… Mr. John!
Largou o comboio, pegou no casaco e foi a correr para a linha 18. Nem se lembrou de entregar um bilhete, nem se apercebeu de que bastava puxar uma alavanca para o comboio mudar de rumo.
Quando chegou à estação, sentou-se e ficou por lá um pouco. Ouviu de súbito um barulho. Parecia um comboio, e o seu coração parecia que ia sair pela boca. De repente passou-lhe pela frente o lendário comboio das vinte horas. Ao mesmo tempo, desmaiou.
Passado pouco tempo, acordou dentro de um comboio com poucas pessoas. O maquinista veio falar-lhe:
- Olá rapaz, o meu nome é Tom Turner. Sê bem-vindo ao meu comboio.
- Tom Turner???
- Sim. Já tinhas ouvido falar de mim?
Ia responder quando viu Mr. John sentado num banco, inconsciente. Começou a falar mal do maquinista, que lhe respondeu:
- O quê? Escuta aqui, rapaz. Tu sabes com quem te estás a meter?
- Eu não tenho medo do senhor!
- Vais arrepender-te do que disseste! – disse o maquinista, tirando um relógio de bolso. Continuou:
- Bem, vamos esquecer isto. Vais responder-me a uma pergunta.
- Que… que pergunta?
- Tu gostas muito de comboios, não gostas?
- G-g-gosto, p-porquê?

Nesse instante, o seu pai e o seu irmão chegaram a caso. Chamaram pelo Peter, mas a casa parecia estar vazia. O pai afirmou então:
- Mark, vai ver se o Peter está no quarto. Se não estiver, telefonamos aos amigos dele.
- OK, pai!
Mark entrou no quarto, mas ele estava vazio. Ia preparar-se para ir ter com o pai, quando viu que o comboio estava descarrilado. Pegou nele e pareceu-lhe ver a imagem do seu irmão nele. Antes de se ir embora, reparou que havia uma pequena alavanca ao pé da linha. Foi contar ao pai:
- Pai, ele não está no quarto…
- Pois então telefonemos aos amigos dele…
- Espere, ele não está com nenhum deles!
- Então onde está ele?
- Venha comigo…

Enquanto isto, Peter tinha aceite o relógio. Era ele o novo maquinista do comboio. Foi aí que percebeu que Tom Turner lhe tinha preparado uma armadilha:
- Ah! Ah! E agora, Peter? Ficarás fechado aqui para sempre!!! És o novo maquinista e não podes abandonar o comboio!
- Isso é que vamos ver!
Peter pegou no relógio e atirou-o para o chão. O relógio tinha passado à história e Tom ficou furioso. Disse-lhe:
- Agora eu não posso ficar livre, seu rapaz incompetente! Mas não faz mal, vou ter uma eternidade para te massacrar, quando o comboio descarrilar mais uma vez!

- Mark, o que é que vamos aqui fazer?
- Pai, ajude-me a puxar esta alavanca!
Os dois puxaram com toda a força, mas a alavanca não cedia. Parecia estar encravada. Tentaram com toda a força e, quando a puxaram novamente, sentiram um vento fortíssimo. Quando olharam para trás, ficaram surpresos quando viram Peter e Mr. John sentados ao pé de uma casa em ruínas. Estavam um pouco tontos, mas de resto estava tudo bem. Voltaram para casa e continuaram a viver a sua vida normal.Quanto ao comboio, diz-se que seguiu o seu destino – e não passa agora de mais uma história de comboios. O seu maquinista leva consigo a maldição de andar até à eternidade sem descanso. Mas desta vez vai sem relógio e sem comboio…

2006/02/07

Diogo Tecelão (5º C)

1, 2, 3, 4...

UM - é o João que come atum.
DOIS - é ali que estão os bois.
TRÊS - é aquela que diz: "Era uma vez..."
QUATRO - é a minha tia que está no parto.
CINCO - é o Pedro que tem um brinco.
SEIS - Era uma vez três reis...
SETE - é a minha avó que tem uma bandolete.
OITO - sou eu, que comi um biscoito.
NOVE - Temos que nos abrigar, porque hoje chove.
DEZ - sou eu, que estou a fugir a sete pés.
ONZE - é o rapaz que está lá longe.

André Vaz (6º C)

ESTRANHAS PAISAGENS

Eu vi uma paisagem que era como um castelo. Tinha quatro árvores que pareciam as quatro torres de um castelo. E também havia muitos ramos que pareciam as muralhas de um castelo. À entrada, onde não havia ramos, aparecia um pássaro com a forma de um guarda a marchar.
Quando entrei, reparei que lá dentro tudo tinha a forma de cerejas. De repente, apareceu uma pessoa tão pequena, tão pequena que era como um mini-anão com olhos que pareciam sementes.
Disse-lhe que gostaria de ver paisagens e ele mostrou-mas.
Mas as suas paisagens favoritas eram muitos estranhas. Eram casas com portas que falavam ao pôr-do-sol, rebuçados que voavam no céu...
Eu estava a reconhecer aquilo de algum lado. Eram iguais às que eu vira no Verão, só que, em vez de rebuçados, eram pássaros e as portas eram pessoas. Estava a achar estranho. Para mim, a única coisa que me faltava ver eram árvores a dançar...
De súbito, acordei e vi que tudo tinha sido um sonho - mas muito parecido com a realidade.

Daniela Bambo (5º C)


Um cão e uma cadela...

Um cão e uma cadela
tiveram um cachorro
que só se calava
se lhe dessem café.
O Carlos ralhou
com o cachorro
por beber café.
A Carla, que comeu
baba de camelo,
chamou a Camélia
que tem comichão
porque o cão tem carraças
e está constipada.
Ao Carlos dói a cabeça
porque ralhou com o cachorro
que quer beber café.