Este blogue é organizado pelo Clube de Escrita da Escola Básica 2,3 de Santana. Publica textos escritos por qualquer aluno desta escola. Podem ser poesias, histórias, reportagens, opiniões, etc.. Editará ainda textos de autores conhecidos escritos para crianças e jovens.

2005/11/22

Ana Cláudia Leonardo (5º E)




NA NAVE DO FUTURO

Estava um dia de chuva quando Catrapim teve uma miragem.
- Oh céus! Estou a ver uma nave… Será possível no ano 2006? Nunca tinha visto nenhuma. É tão bonita!
De súbito, a mãe do Catrapim chamou-o e deixou de ver aquele fenómeno.
- Ó Catrapim, vai ajudar o teu pai a encontrar a ferramenta! – disse a mãe, já chateada com o pai que tanto resmungava.
- É isso, mamã, obrigado!
A mãe ficou admirada. O Catrapim era muito preguiçoso. Por que estaria assim tão excitado?
- Pai, pai, podes ajudar-me a construir uma nave como aquela que passou por aqui há pouco?
- Ó filho, não passou nenhuma nave por aqui! – respondeu o pai rindo-se.
O Catrapim ficou a pensar naquilo que o pai lhe tinha dito. De repente, teve uma ideia que o poderia ajudar.
- Ó pai, não será possível irmos um dia ao planeta Plutão?
- Filho, que maluquinho! O planeta Plutão é muito gelado, nunca ninguém lá foi…
- Pois eu irei lá, papá, nem que seja a última coisa que faça… - E saiu muito chateado, mas com esperança.
Foi à arrecadação. Mexeu, remexeu… e tentou construir uma nave. Mas não lhe serviu de nada.
- Ó Catrapim, vamos brincar! – disse a sua melhor amiga.
- Olá, Pinapi, como estás? – E ia arrumando a tralha rapidamente.
- Que estavas a fazer?
- Eu? Nada! Deve ser impressão tua… - afirmou atrapalhado. E continuou:
- Já sei, Pinapi! Queres tentar construir uma nave lindíssima?
A Pinapi ficou perplexa por momentos, mas depois até achou divertida a ideia. Tentaram, tentaram a manhã e a tarde inteira, mas chegaram à conclusão de que era impossível.
Estava a escurecer e a mãe da Pinapi começou a chamá-la.
- Adeus, Catrapim, foi divertido, mas não conseguimos. Tenho pena, era giro irmos viajar pelo espaço!
- Pois era – disse o Catrapim, triste por não ter conseguido, mas contente por nunca se ter divertido tanto com a Pinapi.
Mas nunca se desiste assim de um sonho… Na hora de irem para a cama, Catrapim e Pinapi não sabiam a maravilha que lhes ia acontecer. Adormeceram e, pouco depois, estavam no mundo das estrelas.
Ambos sonharam que tinham concretizado o seu desejo, construindo uma nave super-estaladiça que viajava pelo espaço. Conheceram planetas desconhecidos, amigos extra-terrestres e, o melhor de tudo!, descobriram tesouros encantados.
Era o sonho deles. Nunca tinham vivido momentos tão especiais e tão divertidos. Até havia um planeta que tinha as coisas viradas ao contrário: camas que contavam histórias, roupeiros que falavam, etc..
Passaram a noite nessa diversão até que terminaram a impressionante viagem e foram para casa. Ambos conquistaram os seus desejos num simples sonho de que, afinal, nunca se esqueceram.