Este blogue é organizado pelo Clube de Escrita da Escola Básica 2,3 de Santana. Publica textos escritos por qualquer aluno desta escola. Podem ser poesias, histórias, reportagens, opiniões, etc.. Editará ainda textos de autores conhecidos escritos para crianças e jovens.

2006/05/16

Diogo Gaboleiro (5º C)

CLUBE DAS CHAVES
DÁ TEMPO AO TEMPO

Autoras: Maria Teresa Gonzalez e Maria do Rosário Pedreira
Título: Clube das Chaves dá tempo ao tempo
Colecção: Clube das chaves
Editora: Verbo
Ano de publicação: 1991


Eu gostei muito de ler este livro.
Este livro fala de quatro jovens que formaram um clube secreto com algumas intervenções do primo Vasco, que é o fantasma da O.R.D.E.M.. A ordem é o grupo secreto que eles fundaram para resolver os enigmas do seu avô, que lhes deixou uma colecção de chaves, grandes, pequenas e de todos os formatos.
Este enigma vai levá-los a casa da tia Laura, a irmã do avô Cosme, que lhes vai dar várias informações acerca da vida dele.
O Pedro encontra um relógio no contador, o armário do escritório. À noite, o Pedro oferece-lo ao pai, Óscar, que fica muito emocionado e agradecido.
Aconselho-vos a lerem e relerem este livro. É muito giro e emocionante.

Joana Marquês (5º C)


O "ROMANCE DA RAPOSA"

Eu gostei do "Romance da Raposa", de Aquilino Ribeiro, porque é muito divertido. Tem vários provérbios e até vos dou um deles: "Quem não trabuca não manduca".
A principal personagem do livro é a Salta-Pocinhas, que é uma raposa. Ela é muito malandra e anda sempre a arranjar sarrilhos.
Espero que leiam este livro.
Aquilino Ribeiro foi um escritor português que nasceu em Sernancelhe em 1885 e morreu em Lisboa em 1963. Escreveu muitos livros, entre os quais "Jardim das Tormentas" em 1913.

Autor: Aquilino Ribeiro
Título: Romance da Raposa
Editora: Bertrand
Ano de edição: 1961
Autor das ilustrações: Benjamin Rabier

Diogo Tecelão e João Valada (5º C)

ALFABETO DOS ANIMAIS

A é a avestruz que é mais alta do que os perús.
B é a baleia que está sempre de barriga cheia.
C é o cavalo que diz ser primo dum galo.
D é a doninha que come uma galinha.
E é o esquilo que pesa mais do que um quilo.
F é o falcão que caiu dentro dum alçapão.
G é o gorila que vive em Manila.
H é a hiena que comeu uma rena.
I é a iguana que vive com a Mariana.
J é o jaguar que começou a voar.
L é o lagarto que é muito chato.
M é o macaco que pisou um charco.
N é o nebri que está a fazer chichi.
O é o ornitorrinco que roubou um brinco.
P é um pinguim chamado Olim.
Q é o quati, bicho que eu já vi.
R é a raposa, que é minha esposa.
S é a sapateira que está a assar na lareira.
T é o texugo que se chama Hugo.
U é o urso que tirou um curso.
V é a vaca que fixou o pêlo com laca.
X é a xaputa que na água é recruta.
Z é o zorrilho que já tem um filho.

2006/05/09

Alberto Duarte (5º C)


O Clube das Chaves
Toca a Quatro Mãos


Eu aconselho-vos a lerem este livro, O Clube das Chaves Toca a 4 Mãos, porque mostra os enigmas que o avô do Pedro lhe deixou e que ele teve muita calma para resolver .
É na garagem do Pedro que eles desvendam os seus enigmas. No armário guardam os seus materiais, os registo da O.R.D.E.M e os materiais da reunião. Já me esquecia: eles também procuram quem será o “O Fantasma da O.R.D.E.M”.


Autoras: Maria Teresa Maia Gonzalez e Maria do Rosário Pedreira
Capa e ilustrações: Luís Anglin
Editora: Editorial Verbo
Data de edição: 1993

2006/05/02

Susana Silva (6º E)

VIVA O S!

Viva o S de Susana,
Viva o S de saladeira,
S de Sesimbra e de Santana,
S de sabor e de sapateira.

E viva o S!

Viva o S de sorrir,
Viva o S de sonhar,
S de susto e sentir,
S de saber e de saltar.

E viva o S!

Viva o S de salteador,
Viva o S de sabidão,
S de senhora e de senhor,
S de salame e salsichão.

E viva o S!

Viva o S de sabão,
Viva o S de sacola,
S de sábado e de salão,
S de soneto e de sola.

E viva o S! E viva o S! E viva o S!

(inspirado num poema de José Fanha)

Catarina Marques de Jesus (6º E)

OLHA O C

Olha o C de Catarina,
Olha o C de caranguejo,
Olha o C de carapau,
Olha o C de correr,
C de camelo,
C de canguru,
C de carro,
C de cão.

Olha, a Catarina tem um cão
que canta uma canção.
Por causa da minha cadela,
fiquei a cheirar a canela.
Estava a correr
atrás de um carro
quando caiu...

Olha o C de colchão,
Olha o C de camisola,
C de computador,
C de comer.

Estou a comer
no colchão.
Visto a minha camisola
com carapaus e caranguejos.
Mas atrás tenho um canguru
e um camelo...

Joana Oliveira (6º E)

JOGA O JOTA

Joga o jota com a Joana,
Joga o jota com o João,
Jota de jardineiro e de jardim.

Joga o jota!

Joga o jota com o jogador,
Joga o jota com o José,
Jota de juventude e de juvenil,
Jota de Janeiro e de janota.

Joga o jota!

Joga o jota com a Josefa,
Joga o jota com o jornal,
Jota de jacaré e de jantar,
Jota de janela e de jurar.

Joga o jota!

Joga o jota com o Junho,
Joga o jota com o Julho,
Jota de jovem e de julgar,
Jota de jibóia e de juntar.

Joga o jota!
Joga o jota!
Joga o jota!

(a partir de um poema de José Fanha)

2006/03/28

Vicente Pereira (5º C)

POESIA

A poesia é como uma flor a brilhar,
é como a brisa do mar.

A poesia é como o pôr-do-sol,
é como o lento caracol.

A poesia é como a Natureza,
quando ouvimos os pássaros a piar.

A poesia é a paixão de escrever,
é o amor pela escrita.

Rafael Santos (6º C)

VIOLÊNCIA NA ESCOLA

Boa para alguns, má para a maior parte, a violência na escola é vista e admirada por quase todos. As pessoas, não sei porquê, adoram a violência.
Eu acho que as principais causas da violência são: a televisão (programas de guerra ou de luta, telenovelas, etc.), maus tratos em casa e más experiências que se possam ter vivido em mais novo. Há muitas mais, com certeza, mas estas foram as de que eu me lembrei.
Agora aqui tens alguns conselhos para evitarem a violência:

1. Se vires dois amigos a discutirem, tenta acalmá-los em vez de te pores ao lado de um deles. E sobretudo não comeces a afastá-los à força ou a armar-te em violento, porque isso, em vez de acalmá-los, ainda os vai enervar mais.

2. Tenta não te meteres em confusões. Por exemplo, se vires que um amigo teu já não está a gostar de uma suposta "brincadeira" tua, pára imediatamente ou ainda vão acabar a discutir ou à pancada.

3. Vê menos programas na televisão do género "Morangos com Açúcar" ou "Smackdown"... Afinal a televisão é um vírus que gera ainda mais violência.

Tenta seguir estes conselhos e vais ver que à tua volta vai existir menos violência.
A violência na escola tem que diminuir!!!

2006/03/07

João Paulo Adelino (5º F)

UM RAPAZ

É um rapaz
feio e rugoso.
É um rapagão
mais gordo que ranhoso.

É um rapaz,
usa cuecas rotas.
Tem dez namoradas
E são todas roucas.

Gonçalo Vidal (5º F)

O RODRIGO

O Rodrigo
roeu
as ruas
de Roma.
Os romanos
zangados
roeram
as roupas
do Rodrigo.

Vicente Pereira (5º F)


POEMA DO CHINÊS

Chinês,
tens um gato maltês.

Chinês,
levas o gato maltês
ao Gerês.

Chinês,
encontraste no Gerês
a Inês.

Chinês,
a Inês
contou até três.

Chinês,
disse a Inês
que sabia falar francês.

Chinês,
perguntaste à Inês
qual era o mês.

Chinês...
(Veio o gato maltês
e xixi nas calças do chinês
fez.)

Chinês,
a Inês
disse que viu um inglês.

Chinês,
disse a Inês
que viu um português.

Chinês,
uma mulher muito gira vês.

Catarina Carvalho (5º F)

A RAPAZIADA

Eram onze rapazes
A lavar os pés,
Veio uma banhista,
Ficaram só dez.

Eram dez rapazes
A comer do pote,
Veio uma oleira,
Ficaram só nove.

Eram nove rapazes
A discutir por um biscoito,
Veio uma gulosa,
Ficaram só oito.

Eram oito rapazes
Sentados numa carpete,
Veio uma tecelã,
Ficaram só sete.

Eram sete rapazes
Que ficaram reis,
Veio uma princesa,
Ficaram só seis.

Eram seis rapazes
A chatear um pinto,
Veio a mãe galinha,
Ficaram só cinco.

Eram cinco rapazes
A dar comida a um pato,
Veio uma perua,
Ficaram só quatro.

Eram quatro rapazes
Com olhos de chinês,
Veio uma chinesinha,
Ficaram só três.

Eram três rapazes
A chicotear dois bois.
Um irritou-se,
Ficaram só dois.

Eram dois rapazes
A comer um peru,
Veio uma matadora
E ficou só um.

Era um rapaz
A dormir num berço.
Veio uma faca,
Ficou só um terço.

2006/02/21

Inês Caupers (6º C)

O Reino de Alfa

Eu e uma amiga minha tínhamos ido passar umas férias num cruzeiro.
Estava um dia lindo e nós estávamos na piscina quando passámos pela situação mais esquisita das nossas vidas. Estávamos a nadar na piscina quando ficou muito nevoeiro. Não se via nada até que se viram muitas luzes. Parecia que estávamos numa discoteca ou ainda pior. As pessoas estavam todas muito assustadas.
Trinta segundos depois disto, estava outra vez um dia lindo como estava antes de acontecer aquele estranho fenómeno. Estava tudo completamente normal e o capitão anunciou pelos altifalantes que aquilo tinha sido apenas uma pequena turbulência, que estava tudo bem e que as pessoas podiam retomar aquilo que estavam a fazer.
As pessoas já estavam calmas e já se tinham voltado para as suas distracções , mas eu e a minha amiga sabíamos que aquilo não tinha sido normal e saímos da piscina para nos secarmos. Pouco depois, começámos a ouvir uns barulhos estranhos na proa do barco e fomos ver. Quando lá chegamos não estava lá nada, mas continuavam a ouvir-se aqueles barulhinhos estranhos. Fomos olhar para o mar e começámos a pensar que íamos chegar ao final da viagem e ter de ir para o manicómio, porque devíamos estar a ficar completamente malucas.
oi então que percebemos que era real. Estávamos a ver quatro sereias a aproveitar as ondas que o barco fazia para darem espectaculares mortais no ar.
Depois olhamos em volta e o convés estava deserto. Mas também já eram horas de irmos jantar, por isso era normal que não houvesse lá ninguém. Voltámos a olhar para as sereias a dar os seus mortais quando vimos ao longe o que pareciam ser umas águias gigantescas. Mas à medida que elas se aproximavam, nós reparámos que estas águias não eram normais, a começar pelo tamanho gigantesco que possuíam. Estas estranhas aves tinham quatro patas.
Quando já estavam perto, nós percebemos que aqueles estranhos pássaros iam aterrar no barco. Eu e a minha amiga entrámos em pânico. Será que elas nos iam comer ou eram nossas amigas? Mas não deu tempo para fazer nada. Os pássaros já tinham aterrado e estavam a olhar para nós como quem nos queria atirar borda fora do barco.
Depois, ao que pareceu, o chefe do bando aproximou-se e disse com uma voz grave:
- Vocês são humanas, não são? Bom, é muito raro virem humanos ao reino de Alfa.
Eu e a minha amiga estávamos parvas. Então, aquelas águias esquisitas não só eram gigantescas e tinham quatro patas, como também falavam.
Quando ganhámos coragem para falar, perguntámos:
- Estamos num sítio diferente?
- Estão sim. Foram teletransportadas por engano para este reino, mas já que estão aqui, por que não sobem para as nossas costas e vêm dar uma volta? - perguntou o chefe deles.
Nós não queríamos acreditar, mas aceitámos com muito gosto a oferta deles. Montámos naqueles estranhos pássaros e levantámos vou. Aquilo era fantástico!
Víamos as sereias a dar os mortais e as águias a dar as mais impressionantes piruetas no ar. Até que avistámos terra. Estávamos na praia e rapidamente entrámos numa floresta e vimos um grande descampado. Lá vimos um acampamento de Sagitários, que são criaturas meio homem, meio cavalo. Mais à frente vimos uma manada de unicórnios.
De repente comecei a sentir um grande calor e uma grande dor nas costas e acordei. Estava deitada de costas no convés do cruzeiro com a minha amiga, ambas com um grande escaldão nas costas e com os nossos pais a dizerem que tinham estado muito preocupados porque tínhamos desaparecido.No dia seguinte, nós tínhamos a certeza de que aquilo não tinha sido apenas um sonho.

Catarina Gaboleiro (5º F)


O Comboio das Vinte Horas

Numa pequena cidade chamada Towel, em Inglaterra, havia um pequeno rapaz chamado Peter, com dez anos de idade. Tinha um irmão mais velho, Mark, com dezasseis anos, e vivia com o seu pai, pois os seus pais estavam divorciados. O seu pai era casado com o trabalho (era maquinista de comboio) e a sua mãe trabalhava numa pequena empresa.
No dia dos seus anos, Peter resolveu pedir ao seu pai e à sua mãe para estarem unidos naquele dia. À noite, Mark resolveu contar uma história assustadora ao seu irmão. Peter, curioso e um pouco assustado, começou a ouvir atentamente:
- Há alguns anos atrás, houve um acidente de comboio aqui perto, na linha 18. O comboio, que levava poucas pessoas, ficou desfeito e todas essas pessoas morreram. O maquinista chamava-se Tom Turner e tinha-se esquecido de pedir a um senhor para puxar a alavanca que desviava a linha. Um pequeno esquecimento causou a morte dessas pessoas… Diz-se agora que, no dia 20 de Fevereiro às oito da noite, o comboio passa por lá para apanhar os passageiros que estão perto da linha 18. Quando são apanhados nunca mais são vistos.
Peter ficou assustado com a história, pois todos os dias ia brincar para a linha 18. Prometeu a si mesmo ter mais cuidado quando fosse para lá brincar.
Na estação onde o seu pai trabalhava, Peter tinha arranjado um amigo chamado Mr. John. Ele ensinava-lhe inúmeras histórias e outras coisas mais, mas tudo sobre comboios. Peter perguntou a Mr. John se conhecia a lenda do comboio das vinte horas. Ele respondeu que a estação onde o pai dele trabalhava era a estação de onde o comboio tinha partido. O rapaz afirmou que no dia 20 de Fevereiro estaria lá, às oito da noite, à espera do comboio para comprovar a história do irmão.
Era princípio de Fevereiro. Peter estava ansiosíssimo, não dormia, chegava tarde a casa e não comia quase nada. Só olhava para o comboio que o seu pai lhe tinha dado.
Alguns dias depois, Mark, preocupado com o seu irmão, foi ao quarto dele. Peter, quando o viu entrar pela porta adentro, mandou-o embora. Mark bateu-lhe e Peter começou a chamar-lhe nomes e a discutir com ele. Quando terminaram a discussão, Mark saiu do quarto triste e ainda mais preocupado. Peter foi para a cama e começou a chorar inconsoladamente.
Chegou o dia 20 de Fevereiro. Peter estava pronto para enfrentar a linha 18. Nesse mesmo dia, Mark e o seu pai iriam chegar mais tarde a casa – e ele ficaria com Mr. John.
À noite esperou, esperou, mas Mr. John não vinha. Peter começou a ficar assustado. Pegou no telefone e ligou para a estação – mas estava desligado. Colocou o auscultador no seu lugar e foi para o seu quarto. Qual não foi a sua surpresa quando viu que o seu comboio tinha descarrilado! Colocou-o outra vez na linha e aconteceu a mesma coisa. Pegou no comboio, observou-o atentamente. Ficou imóvel – quando viu a figura de Mr. John sentada no comboio. Afirmou:
- Mr. … J-ohn… Mr. John!
Largou o comboio, pegou no casaco e foi a correr para a linha 18. Nem se lembrou de entregar um bilhete, nem se apercebeu de que bastava puxar uma alavanca para o comboio mudar de rumo.
Quando chegou à estação, sentou-se e ficou por lá um pouco. Ouviu de súbito um barulho. Parecia um comboio, e o seu coração parecia que ia sair pela boca. De repente passou-lhe pela frente o lendário comboio das vinte horas. Ao mesmo tempo, desmaiou.
Passado pouco tempo, acordou dentro de um comboio com poucas pessoas. O maquinista veio falar-lhe:
- Olá rapaz, o meu nome é Tom Turner. Sê bem-vindo ao meu comboio.
- Tom Turner???
- Sim. Já tinhas ouvido falar de mim?
Ia responder quando viu Mr. John sentado num banco, inconsciente. Começou a falar mal do maquinista, que lhe respondeu:
- O quê? Escuta aqui, rapaz. Tu sabes com quem te estás a meter?
- Eu não tenho medo do senhor!
- Vais arrepender-te do que disseste! – disse o maquinista, tirando um relógio de bolso. Continuou:
- Bem, vamos esquecer isto. Vais responder-me a uma pergunta.
- Que… que pergunta?
- Tu gostas muito de comboios, não gostas?
- G-g-gosto, p-porquê?

Nesse instante, o seu pai e o seu irmão chegaram a caso. Chamaram pelo Peter, mas a casa parecia estar vazia. O pai afirmou então:
- Mark, vai ver se o Peter está no quarto. Se não estiver, telefonamos aos amigos dele.
- OK, pai!
Mark entrou no quarto, mas ele estava vazio. Ia preparar-se para ir ter com o pai, quando viu que o comboio estava descarrilado. Pegou nele e pareceu-lhe ver a imagem do seu irmão nele. Antes de se ir embora, reparou que havia uma pequena alavanca ao pé da linha. Foi contar ao pai:
- Pai, ele não está no quarto…
- Pois então telefonemos aos amigos dele…
- Espere, ele não está com nenhum deles!
- Então onde está ele?
- Venha comigo…

Enquanto isto, Peter tinha aceite o relógio. Era ele o novo maquinista do comboio. Foi aí que percebeu que Tom Turner lhe tinha preparado uma armadilha:
- Ah! Ah! E agora, Peter? Ficarás fechado aqui para sempre!!! És o novo maquinista e não podes abandonar o comboio!
- Isso é que vamos ver!
Peter pegou no relógio e atirou-o para o chão. O relógio tinha passado à história e Tom ficou furioso. Disse-lhe:
- Agora eu não posso ficar livre, seu rapaz incompetente! Mas não faz mal, vou ter uma eternidade para te massacrar, quando o comboio descarrilar mais uma vez!

- Mark, o que é que vamos aqui fazer?
- Pai, ajude-me a puxar esta alavanca!
Os dois puxaram com toda a força, mas a alavanca não cedia. Parecia estar encravada. Tentaram com toda a força e, quando a puxaram novamente, sentiram um vento fortíssimo. Quando olharam para trás, ficaram surpresos quando viram Peter e Mr. John sentados ao pé de uma casa em ruínas. Estavam um pouco tontos, mas de resto estava tudo bem. Voltaram para casa e continuaram a viver a sua vida normal.Quanto ao comboio, diz-se que seguiu o seu destino – e não passa agora de mais uma história de comboios. O seu maquinista leva consigo a maldição de andar até à eternidade sem descanso. Mas desta vez vai sem relógio e sem comboio…

2006/02/07

Diogo Tecelão (5º C)

1, 2, 3, 4...

UM - é o João que come atum.
DOIS - é ali que estão os bois.
TRÊS - é aquela que diz: "Era uma vez..."
QUATRO - é a minha tia que está no parto.
CINCO - é o Pedro que tem um brinco.
SEIS - Era uma vez três reis...
SETE - é a minha avó que tem uma bandolete.
OITO - sou eu, que comi um biscoito.
NOVE - Temos que nos abrigar, porque hoje chove.
DEZ - sou eu, que estou a fugir a sete pés.
ONZE - é o rapaz que está lá longe.

André Vaz (6º C)

ESTRANHAS PAISAGENS

Eu vi uma paisagem que era como um castelo. Tinha quatro árvores que pareciam as quatro torres de um castelo. E também havia muitos ramos que pareciam as muralhas de um castelo. À entrada, onde não havia ramos, aparecia um pássaro com a forma de um guarda a marchar.
Quando entrei, reparei que lá dentro tudo tinha a forma de cerejas. De repente, apareceu uma pessoa tão pequena, tão pequena que era como um mini-anão com olhos que pareciam sementes.
Disse-lhe que gostaria de ver paisagens e ele mostrou-mas.
Mas as suas paisagens favoritas eram muitos estranhas. Eram casas com portas que falavam ao pôr-do-sol, rebuçados que voavam no céu...
Eu estava a reconhecer aquilo de algum lado. Eram iguais às que eu vira no Verão, só que, em vez de rebuçados, eram pássaros e as portas eram pessoas. Estava a achar estranho. Para mim, a única coisa que me faltava ver eram árvores a dançar...
De súbito, acordei e vi que tudo tinha sido um sonho - mas muito parecido com a realidade.

Daniela Bambo (5º C)


Um cão e uma cadela...

Um cão e uma cadela
tiveram um cachorro
que só se calava
se lhe dessem café.
O Carlos ralhou
com o cachorro
por beber café.
A Carla, que comeu
baba de camelo,
chamou a Camélia
que tem comichão
porque o cão tem carraças
e está constipada.
Ao Carlos dói a cabeça
porque ralhou com o cachorro
que quer beber café.